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«O orgulho de ser português»

No dia 10 deste mês de Junho mais uma vez, e na palavra escrita do general Galvão de Melo, se afirma: comemoramos o orgulho de ser português. Neste momento em que até se olvida, por vezes, o “pequeno” em reuniões europeias e se valorizam as “grandes” nações, grandes pela sua economia, e pela sua influência política dentro da própria União, as palavras do general Galvão de Melo são uma chamada à reflexão e à nossa responsabilidade.

N/D
18 Jun 2003

A história das mesmas nações, o seu passado colaborante na melhoria da vida dos povos, as belas lições de sacrifícios e de doação ao bem comum não contam. Olhando para o nosso País, como é abordada a História, se o é, nas escolas públicas? Como despertar o amor à Pátria e ao sacrifício pela mesma Pátria, se não conhecem a sua História e as belas lições da mesma no decurso dos séculos?

Presentemente, a História ou é olvidada ou é maltratada. O general Galvão de Melo publicou no semanário “O Diabo” de 10 de Junho um artigo muito objectivo, que é uma bela lição. Fundado na História, apresenta ao leitor, com objectividade e clareza, a grandeza e o brilho da nossa História no decurso dos séculos, com o subtítulo “O orgulho de ser português!”.

Realizou-se o 10 de Junho, mas pelo que ouvimos e vimos na Televisão, as celebrações não tiveram o calor da história e a grandeza do povo português. Galvão de Melo escreveu este parágrafo muito oportuno nos nossos dias: «Que admirável seria a Escola compreender e assumir que é seu dever, antes das ciências ensinar, ensinar à mocidade o que é ser português». E ensina como devem ou podem fazer, lembrando a presença do português.

O general Galvão de Melo dedica parte do seu artigo à juventude e lembra aos educadores o que devem dizer-lhes. Termina assim: «é importante que a juventude saiba que os portugueses não se limitaram a vencer mares, a descobrir novas terras e a fundar novas pátrias».

Mas para termos consciência deste “orgulho de ser português” é preciso amar a Pátria, os seus valores reais que a construíram, a mantiveram e a fizeram crescer. É preciso sentir paixão pela terra que nos pertence há séculos e que os portugueses mantêm com suas fronteiras históricas.

Assistimos ao surgimento de uma Europa: a União Europeia. Esta iniciativa vai influenciar, em grande, os países que a formam. E se não houver, da parte dos “grandes”, no plano territorial, o respeito aos países que a constituem, grandes dificuldades nos vão surpreender.

A hora é difícil e exigente: difícil pela nova Constituição que a vai governar, e exigente para todos: governantes e cidadãos. Para aqueles, porque não podem olvidar as pátrias em sua natureza histórica, e para os cidadãos que têm de acolher as decisões oficiais sem esquecer, certamente, a sua Pátria. Oxalá que, desde os dirigentes políticos até aos cidadãos, todos procurem aceitar a novidade política da União sem menosprezar ou minimizar a sua querida Pátria.




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