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As sementes

Lança o semeador as sementes à terra, e depois que se fazem árvores, logo darão frutos e novas sementes nascerão. Assim é com as ideias. O PS e o BE tem vindo a lançar as sementes da igualdade entre as uniões de facto e as uniões entre homossexuais. Estas sementes, de pronto, encontraram em alguns, terra arável e estão a dar frutos. São ventos da nova trova que passa. Esperam o quê? Meninos de coro, ou diabinhos?

N/D
9 Jun 2003

Há anos era impensável a dissolução do casamento ao menor arrufo, era impensável que dois homens se ligassem em união de facto, o sexo era uma intimidade que se aprendia no pudor e na reserva individual, a palavra de honra tinha vergonha na cara. Nunca nada disto foi um valor social.
Agora algumas destas coisas vão-se tornando em disciplina escolar; muitos destes impossíveis de dantes, de poucas décadas antes, estão a passar para a normalidade, apresentando-se-nos como actos normais.

A assunção desta moralidade é um facto e, a tal ponto, que há políticos de esquerda que as perfilham com uma matriz de raiz ideológica. As leis aparecem para acreditar os actos. Por isso os semeadores se esforçam por criar as leis que dêem cobertura aos usos e práticas já em uso Legalizar, para eles, mais não é do que consentir e, neste consentimento, vai um mundo diferente onde, os “velhos” valores, ficam para trás como empecilhos.

A ética vai ter aqui a sua génese, isto é, cada indivíduo vai assumir estas coisas como naturais; o direito terá que se sujeitar a esta moral e a esta ética. Fecha-se, deste modo, o circuito dos comportamentos. Este circuito é laico porque de matriz positivista e materialista.

Os valores religiosos terão de entender que os tempos de hoje não são apenas de lota mas de tempo de nova cruzada. Senão, não. Quando realmente os frutos destas sementes começaram a preocupar muita gente, por que razão se espantam agora, eles os semeadores, de que os frutos apareçam por aí nos seus colegas? Ou nos artistas? Ou nos quadros superiores da administração? O povo anda espantado.

Pior, vai perdendo a capacidade de se espantar; assim a sua consciência deixa de resistir e torna-se permeável a contaminação como uma lixeira a céu aberto. A isto chama-se perversão. Agora alguns semeadores estão com medo dos frutos que os amigos colheram. Em vez de ficarem orgulhosos da seara, estão assustados das ervas daninhas que vêem medrar. Refugiam-se, agora, como coelhos acossados, na justiça. Mas a justiça é já o fim de linha; onde é preciso actuar, e já, é a montante, isto é, a nível das consciências e não a jusante onde as águas já chegam inquinadas.

A superação das inclinações e tendências comporta a glória da renúncia. Ir na onda é fácil e aliciante. Nadar contra é torcer o pepino. As televisões, ao permitirem certas imagens onde vale tudo, ao dar voz às conferências onde só aparecem paladinos da nova trova, têm-se transformado num dos grandes polinizadores.

A liberdade da criação não pode confundir-se com licenciosidade. A liberdade de informar, também não deve ser confundida com o mau vento que sopra.




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