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Outro ponto de vista…

A política, arte ou forma de organizar a Polis?!.. Arte, seguramente, enquanto nos permite inteligir e perscrutar realidades outras, que anunciem coisas novas, que galvanizem muitos em torno da defesa de ideias que permitam ao homem um progresso na sua própria valorização.

N/D
6 Jun 2003

Organizar, também, para que os esforços de alguns sejam colocados ao serviço de todos, da comunidade.
Pensar desta maneira deve obrigar-nos a um esforço, pois só tem sentido falar em Política se pensarmos em serviço, aos outros e, na responsabilidade que advém do facto de alguns terem o poder de decidir o futuro de tantos.

Este intróito, mais ou menos complexo, mais não serve para tentar perceber como funcionam algumas coisas em Braga e, pasme-se, feitas em nome da política, em nome de muitos.

Esta semana fomos informados, que pelo menos duas das empresas públicas municipais atravessavam um momento difícil. A saber, a empresa pública municipal de transportes, a TUB/EM e, a que gere as Feiras e Exposições, a PEB/EM.

Sem surpresa para quem está atento, pois os números presentes nos relatórios há muito que anunciam o estado calamitoso das contas, mas para os mais desatentos, reconheço, foi uma surpresa.

E a razão deste espanto, mesmo admiração, prende-se com a ideia, propagandística, de que o nosso edil é um gestor e sobretudo, um homem de obra. E, como gestor, é o presidente dos conselhos de administração das empresas referidas e, tem obra…

Afinal as obras do estádio, não fazem parte de um período de aprendizagem, a técnica do despesismo, da falta de rigor nas contas públicas, da completa irresponsabilidade social tem sido prática de longos anos.

Governar é fácil em tempos de abundância, mas é no Verão que nos temos de preparar para os rigores do Inverno.

É a velha estória da cigarra e da formiga!

Percebemos o nervosismo de alguns, lá para os lados da Praça do Município.

Não estou a insinuar que a razão deste nervosismo tenha a ver só e apenas, com as malfadadas contas. Outras razões, também são motivo de preocupação. Nós sabemos!

Mas que as contas mal feitas e, a pagar por todos nós, deve ser motivo de preocupação é constatação elementar.

A responsabilização deve ser, em nome dos valores que propomos uma consequência dos actos, por isso, sabendo a priori que muitos dos que pululam pelos palcos do poder têm grandes (ir)responsabilidades e ganhos, deve ser ao Edil, que devem ser assacadas as principais responsabilidades.

Em nome da Política, enquanto arte nobre de governo das pessoas, o tempo da irresponsabilidade tem de chegar ao fim e, estou em crer que esse tempo se aproxima…




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