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O “Dia do Filho”

No desenrolar do calendário anual, existem dias consagrados a diversas personalidades e a variadas questões importantes na vida do homem, como o Dia da Mãe, do Pai, do Ambiente, da Paz, etc.Há quem goste de referência, tal qual como se realiza, e também há quem diga que a comemoração não se deve limitar apenas às vinte e quatro horas do dia, mas que se devia prolongar por todo o ano.

N/D
6 Jun 2003

São muitas as coisas celebradas; contudo, não será difícil observar que há temas e assuntos que mereciam também ser comemorados.

Entre todos esses esquecidos temas, lembro um, com tanta acuidade e premência que, creio, teria o apoio da maior parte da população.

Refiro-me ao «Dia do Filho».

Existem o Dia da Mãe e o Dia do Pai, para que os filhos atentem na dedicação dos seus progenitores e tenham ocasião de agradecer tudo quanto fazem por eles.

Parece-me, contudo, ser de grande pertinência dedicar um dia especial ao filho, para que os pais possam reflectir sobre quatro direitos fundamentais dos seus rebentos: – o direito de Nascer, o direito de Família, o direito ao Ensino e o direito de Realização Pessoal.

a) Direito de Nascer.
A criação de um filho traz logo, à baila, duas questões: – o direito de nascer e a limitação da natalidade.

O direito de nascer coloca o aborto como a maior ofensa, à dignidade maternal da mulher; a limitação da natalidade é de tal maneira pungente que a continuação da espécie portuguesa fica em perigo de subsistência.

Há necessidade de reflexão sobre a maternidade da mulher que, na antiguidade, era considerada uma benção de Deus, ao contrário da esterilidade, que a considerava um objecto inútil.

Um filho poderá ser, em muitos casos, a subsistência do casal.

b) Direito de viver em Família.
Este direito considera o divórcio como uma desagregação da unidade familiar, que deve ser evitada a todo o custo.

O filho não pode ser criado, em part-time, e a educação é tema permanente, que não pode ser repartida, em dias ímpares e dias pares.

O filho tem direito à unidade familiar, ainda que isso custe sacrifícios aos progenitores.
Para a estabilidade familiar, há necessidade de rever a situação económica de cada agregado, mormente, no que toca ao abono de família.

c) Direito de Aprender.
O direito da educação é o mais abrangente e complexo.
Exige infantários, escolas variadas e órgãos de assistência social, em número suficiente.

Obriga à reformulação dos programas do ensino e de os adaptar, em ordem à realização pessoal e ao emprego possível de cada aluno.

Por isso, a aprendizagem não pode prescindir da variante técnica (emprego) e religiosa (realização pessoal).

d) Direito de Realização.
O filho tem direito a realizar-se na vida. Esta realização implica o seguimento da sua vocação profissional.

Como o trabalho precisa de profissionalismo e de gente competente e produtiva, já era tempo do ensino escolar preparar e dirigir o aluno para o mundo específico do trabalho.

De outra forma, damos razão ao comentário sarcástico do povo que diz existir, em Portugal, muita teoria e pouca prática, muita doutorice e pouca técnica, «muita caneta e pouca picareta».

Tal e qual, como as coisas estão, o aluno ou anda aos zigue-zagues, à procura de uma profissão possível, ou, sem esta solução, envereda pelos ínvios caminhos da droga e do roubo.

Quando assim é, perde-se na marginalidade da estrada e torna-se o «filho pródigo» da família.
O Dia do Filho é sinónimo do Dia do Futuro.




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