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Dia Mundial do Ambiente

É hoje (5 de Junho) que a sociedade é convidada a parar um pouco e reflectir sobre as implicações (positivas ou negativas) dessa realidade, tão antiga como o Homem mas desde há pouco tida na devida conta por altos responsáveis, a que chamamos ecologia ou meio-ambiente, embora não exista completa sinonímia entre ecologia e ambiente.

N/D
5 Jun 2003

Falamos especialmente deste último e justo é sabermos de que realidade falamos e do porquê em merecer uma comemoração anual-mundial.
Quando falamos de “ambiente” estamos a referir-nos sobretudo ao meio-físico que nos rodeia: ar, água, terra e meio que nos envolvem. Como qualquer outro ser vivo, o Homem vive num sítio concreto, depende e desfruta do ambiente que o rodeia. Bom ou mau, esse ambiente tem a ver com o Homem e este com aquele…

Se nos referimos ao “ar” indispensável à nossa vida, facilmente compreendemos quanto nos poderá ser útil ou prejudicial conforme a sua pureza ou contaminação…

Daí a diferença entre ares do campo ou da cidade, da montanha ou do povoado, do meio rural ou meio industrial. Então facilmente percebemos o cuidado que todos deveremos ter em não contribuir exageradamente, para a poluição do ar, com incêndios, chaminés, queimadas, desflorestação, exagero no consumo de combustíveis, etc. etc.

No que respeita à água (ela já também com um dia mundial), seja ela do mar, rios, lagos, fontes, quem duvida do interesse que deveríamos pôr em lutar contra tudo quanto seja anti-água: marés negras, esgotos, entulhos, químicos perigosos, despejos clandestinos, descargas criminosas… O que por aí vai, caro leitor, em tantas atitudes cívicas atentatórias, contra esse bem precioso e esgotável – chamado água!

Que lindos, aprazíveis, não seriam as mares, lagos, rios e fontes, se o Homem os conservasse, preservasse, defendesse, mais limpos, mais puros, mais naturais como a Natureza no-los deu! Mas, ai quanta mão criminosa, quanta actividade, conspurcadora, quanta contaminação por omissão e acção humanas…!

Da terra que pisamos, dos caminhos e ruas que trilhamos, dos jardins e praças que usufruímos, das praias e logradouros que são de todos, quanta coisa a deflorar! Papéis lançados fora, restos de cigarros e embalagens atiradas a eito, medalhas, saídas da garganta, carimbando passeios, cães, a tiracolo ou soltos, defecando, a convite dos donos, sobre relvas de jardins, lixo e detritos abandonados; de dia ou de noite, em qualquer sítio, bancos de jardins maltratados por meninos, que confundem costas com nádegas e chão com assentos, turistas que só sujam mas não limpam, passeios desnivelados para serventia de garagens, subterrâneas, campos da veiga transformados em varadouros de gente sem escrúpulos, passadeiras de madeira e cordas da beira-mar destruídas por selvagens, garrafas, latas, colchões e electrodomésticos atirados para silvados, etc, etc, que pena e tristeza, por tanta falta de civismo e de cidadania!

É por tudo isto, leitor amigo, que celebramos o “dia mundial do Ambiente”. Para que todos nós, mas mesmo todos, para tudo quanto de si dependa (até denúncias, se outro remédio não houver), no sentido de melhorarmos e defendermos o “Ambiente” que nos rodeia (ar-água e terra) como algo que é espelho da nossa qualidade de cidadãos! Queremos ar mais puro? Não o contaminemos sem razão, nem permitamos que outrem o faça!

Apreciamos a salubridade da “água” do nosso meio? Não a contaminemos (nem às escondidas) e denunciemos quem contra ela atentar; é bem precioso demais para o não defendermos! Em tudo o resto, amigo leitor, se somos limpos, exijamos limpeza! O “Ambiente” é de todos e não de alguém!

Todos unidos, vamos proteger o “Ambiente”!




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