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Salazar e a História…

Há dezenas de anos que Salazar foi a enterrar junto de seus pais em Santa Comba, em campa rasa, e os seus adversários políticos tentaram matá-la politicamente. E não o conseguiram. Os trabalhos históricos legados por Salazar, enquanto governou o País, calaram-nos e o silêncio substitui a tentativa destruidora do trabalho efectuado pelo político.

N/D
4 Jun 2003

Neste período de silêncio, os inimigos de Salazar não conseguiram que vozes e penas de escritores se calassem face à obra efectuada pelo estadista que governou o País, arrancando-o do caos económico para a dignidade nacional e internacional.
As obras históricas foram-se sucedendo, as romagens a Santa Comba Dão transformaram-se em peregrinação até dos que o haviam combatido. E, porque não havia ambiente favorável à mentira face à obra deixada pelo político, o silêncio da oposição cega e odienta surgiu. Mas nem todos se silenciaram. Nos últimos dias, surgiram vozes autorizadas que testemunharam a grandeza histórica de Salazar.

O pensador Eduardo Lourenço, em entrevista recente, respondeu com clareza e objectividade. Perguntou-lhe o jornalista: «Quando foi a maior figura portuguesa do século XX?»

A Resposta de Eduardo Lourenço não tardou. Ei-la: «Salazar é incontornável até pelo tempo que ocupou: Mais do que um consulado, foi um reinado. O país entrou nalguma modernidade, sobretudo nos primeiros anos. Depois não, como aconteceu, aqui ao lado».

O historiador Fernando Rosas, porta-voz da “esquerda” dissera há tempos: «O Salazar é um político habilíssimo, é um homem político não só empenhado com uma sensibilidade de política muito grande e um grande conhecedor da elite política portuguesa».

Veríssimo Serrão, na sua última obra histórica, publicada e há poucas semanas apresentada ao público, estuda a obra de Doutor Salazar e não hesita em fazer as referências devidas à verdade e, portanto, à justiça.

A obra de Veríssimo Serrão “XV Volume da história de Portugal (1941-51)”, estuda a época histórica dos dez primeiros anos de Salazar, e na apresentação disse: «A ninguém oferece dúvidas que o período da História de Portugal que engloba o decénio de 1941 a 1951 foi o de maior pujança no tempo da II República, a que muitos chamam de Estado Novo. Pode igualmente afirmar-se que esses dez anos representam o mais alto cume do doutor Oliveira Salazar, não apenas na defesa tenaz do regime, como pelo prestígio, que o seu nome e obra alcançaram na cena internacional».

Assim fala o Historiador, para quem só a verdade e a justiça pesam na análise dos problemas.

Entre nós, não é fácil ouvir lábios que se pronunciem através dos factos como tais, mas da forma ideológica com que os vêem e projectam.

A má vontade, o facciosismo e a cegueira dominam, por vezes, a inteligência e ferem a sensibilidade.
Nos próximos anos da “revolução de Abril” não se podia falar de Salazar, porque, diziam, fôra um “ditador”.

Curioso que Sá Carneiro e Álvaro Cunhal dizem que Salazar foi autoritário e não o acusam de ditador.
Corroborou esta afirmação o barómetro de Janeiro de 2000 da Markteste, que fez uma sondagem para saber: “Corrobora ou não com a escolha de Salazar como figura do século português?».
Quarenta e quatro por cento dos inquiridos concorda: Salazar é a figura do século e 44 por cento discorda.

Os anti-salazarista não se preocuparam nem com a análise do facto no plano das sondagens, nem com as opiniões divergentes num com os estudos públicos que são vários e projectam com objectividade e sem paixão a história que envolve a pessoa e a sua obra.

Felizmente que surgiu um Trabalho sério e profundo que estuda a história nacional e a presença de Salazar na política. É um estudo objectivo e profundo que nos comunica duas realidades: a seriedade e objectividade do trabalho sobretudo quando a história está em causa, e a obrigação de preferir, sempre, essa objectividade aos interesses partidários e às conveniências pessoais.

Trata-se da “História de Portugal” e esta não pode ser objecto de facciosismo e de aproveitamento pessoal ou partidário como se tem registado com demasiada frequência neste pós-Abril revolucionário.

Se todos nós enveredarmos como Veríssimo Serrão pela via, ainda que estreita, da verdade, estamos a cumprir o nosso dever e a servir os altos interesses da sociedade.




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