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Outro ponto de vista…

A construção do novo estádio de futebol em Braga, obra-prima da arquitectura, promete transformar-se num interessante caso de gestão. Se dúvidas houvessem, esta obra já nos permite constatar o que de há muito sabíamos, o actual edil, como gestor, vale coisa nenhuma. Façamos uma reflexão serena e doméstica.

N/D
30 Mai 2003

Quando nos foi apresentada esta obra, os cálculos e os estudos apontavam para valores na ordem dos 6 milhões de contos. Este valor, a pagar na totalidade pelos contribuintes, foi por obra e graça da gestão criteriosa do Eng.º Mesquita Machado, sujeita ao “engordamento”, até chegar aos dias de hoje com sintomas claros de “enfartamento”.

Parece iniludível verificar de forma objectiva que estamos perante um exemplo de grande irresponsabilidade, de profunda insensatez e de uma vaidade a roçar mesmo a bacoquice, quando nos pretendem fazer crer que esta obra era imprescindível para o desenvolvimento de Braga e, que os custos finais da mesma devem ser imputados a razões nenhumas.

Isto seria surrealismo, mas infelizmente é do âmbito do realismo, pelo menos o pagamento dos desvarios do nosso edil, pois quando for apresentada a factura final, esta será paga com o dinheiro de todos nós. Cerca de trinta milhões de contos!

Mas o estádio tem de ser percebido numa lógica de organização urbana, no chamado Parque Norte, que de parque terá pouco, e de urbano seguramente que muito. Esta tem sido a lógica do actual detentor do poder em Braga. Construir, construir e construir, numa lógica de perfeito desajustamento com outras coisas fundamentais, como espaços de fruição, de entretenimento e de lazer.

Braga é hoje o exemplo de como não se deve fazer. Não nos iludam com PDM’s, com pareceres juridicamente intocáveis. Hoje, a qualidade de vida dos bracarenses é claramente afectada pela ausência de um poder estratégico que deveria ter pensado a cidade.

No Parque Norte percebemos o que há muito, muitos sabíamos…

Urge mudar de timoneiro, já! O preço que vamos pagar, que já estamos a pagar é também razão para esta substituição.

Os vindouros merecem, a história de Braga obriga-nos a dizer: basta!




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