Fotografia:
744. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Braga:

1. Junto à basílica dos Congregados, o insólito acontece! Três contentores do lixo, conspurcando a paisagem, desafiam a urbanidade, o recato e a dignidade do local!

N/D
28 Mai 2003

Muitos bracarenses que frequentam aquela igreja, ou por ali, simplesmente, deambulam e observam o fenómeno, se me dirigem indignados e perguntam: – Como é isto possível? Então, não há outro lugar para pôr tais abantesmas?
E desabafam contritos: – Mas que falta de respeito! É preciso ter lata!

Ora, senhor Presidente, realmente, a coisa não é para menos, tanto mais que não é qualquer igreja sítio onde se faça lixo e em proporções tais que exija três contentores! Também não creio que quem ali mandou estacionar tais bicharocos o fez para afrontar a sensibilidade dos católicos!
Mas que a coisa cai mal, ai isso cai!

Por isso, senhor Presidente, é preciso pôr cobro à lamentável situação. O que é muito simples e até compensatório: basta mandar afastar os contentores, mais ou menos, cem metros para a esquerda, ou cem metros para a direita, pois é aí que eles se justificam, plenamente, dado que existem estabelecimentos que precisam de fazer grandes descargas de resíduos. E que, seguramente, aplaudem e agradecem a medida!

Depois, quem sabe, pode ser este o décimo nono passo na caminhada da sonhada candidatura de Braga a capital nacional primeiro e europeia (depois) da cultura! Tijolo a tijolo se levanta construção!

2. As festas académicas do «Enterro da gata» já se foram e delas, apenas, fica o eco amargo, a indignação de milhares de bracarenses que, ano após ano, sofrem a barulheira louca que se faz! Mormente, no denominado «Gatódromo», onde a farra dura até às tantas e os decibéis perfuram os tímpanos dos moradores da zona!

Diz o senhor Presidente que não autorizou o funcionamento do «Gatódromo», ali, na quinta dos Peões e disponibilizou, antes, a sua ida para o aeródromo de Palmeira. E muito bem, digo eu e alvitro: porque não para a serra do Carvalho?

Todavia, pelos vistos, os estudantes fizeram orelhas moucas e, mesmo sem licença, deram largas ao barulho e ao desassossego da cidade!

Então, isto é assim? A tradição, só porque é tradição, consente impunidade? E não se pedem contas a ninguém? E das noites em claro de milhares de bracarenses ninguém quer saber?

Por este caminho, qualquer dia o «Enterro da gata» é antes o enterro da pouca urbanidade e tolerância que ainda resta por aí. E a cidade só tem a perder com tais intransigências!

Depois, senhor Presidente, no dia do cortejo, as ruas, mormente de D. Pedro V e de S. Victor, parecem telas de Picasso, tal a profusão de traços, riscos e rabiscos… de cerveja e libações quejandas! E, obviamente, a feder até que chova!

Por isso, era útil que atrás das brigadas da vassoura da Agere, avançassem também as da mangueira e da creolina contra o odor a álcool e urina (nos cantos mais esconsos).

Depois, quem sabe, pode ser este o vigésimo passo na caminhada da sonhada candidatura de Braga a capital nacional (primeiro) e europeia (depois) da cultura! Tijolo a tijolo se levanta a construção!

PS – Quem paga esse trabalho extra da Agere? A Academia, ou todos nós? É que se somos todos nós… É BOM VIVER EM BRAGA!

Com os melhores cumprimentos e até de hoje a oito!




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