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A sociedade actual

Não somos jansenistas nem maniqueístas. Acreditamos no livre arbítrio e na capacidade regeneradora dos indivíduos. Acreditamos também na justiça de Deus e dos homens e no papel educativo de pais e professores. Sabemos ademais que a comunicação social impede muitos desvarios.

N/D
26 Mai 2003

Ao escrevermos, não procuramos a honra fútil de termos o nome assinalado nos jornais e de sermos considerados mais capazes e mais cultos, mas porque acreditamos no papel educativo e informativo da imprensa. E ainda porque a escrita nos tem acompanhado ao longo dos anos, duma forma ou doutra. E porque temos algo para dizer que pode ser de alguma utilidade para o próximo.
A respeito de quê? Do mundo que nos rodeia, das pequenas e grandes causas que afectam o dia a dia das pessoas, da justiça cega, isto é, de olhos vendados, como referia há dias o sr. Presidente da Republica, e violenta que saiu para a rua, das mentiras alcandoradas em verdade suprema, do espezinhamento dos mais elementares direitos, do torto que se faz direito e o direito torto…

Uma das grandes questões que se tem posto ao Povo Português, nos últimos tempos, prende-se com a falta de respeito pela nossa gente nova, gente mal saída da infância e mal entrada na puberdade ou mesmo sem lá ter entrado, arrastada escandalosamente para a podridão e perversão moral de certos indivíduos que perderam a noção da gravidade das suas acções.

E a justiça realmente arregaçou as mangas e não está com contemplações, determinada a ir até ao limite das suas capacidades e obrigações. Assim seja.

Cristo também foi severo neste aspecto, afirmando que a esses indivíduos deviam pôr-lhes ao pescoço a mó dum moinho e serem lançados ao fundo do mar. Realmente não podia ser mais eloquente!

No entanto, há uma coisa que gostaria de acrescentar, e é a falta de coerência desta justiça humana, que é imparcial neste âmbito mas é laxa e omissa em relação a outros. Refiro-me nomeadamente ao aborto. Há homens e mulheres com responsabilidade política para quem a legalização desta prática é um postulado legítimo e natural.

Com certeza, há muito sangue inocente que corre em muitas clínicas, com capa de legalidade ou sem ela, transformadas em açougues de carne humana. O que será menos criminoso? A pedofilia ou o assassinato?

E depois é toda a licenciosidade ligada a casas de alterne, melhor lhes chamariam de prostituição, ou a discotecas, com a actuação nocturna até ao raiar do sol no horizonte.

E os pais de muitos jovens, que se serviram da noite para a satisfação das paixões, dormem o sono dos justos e não os molestam qualquer rebate da consciência.

Esta sociedade em que vivemos é demasiado violenta em relação a determinados abusos, punindo severamente os seus autores, mas demasiado permissiva em relação a certas acções que deviam merecer a repulsa e o vitupério dos corações bem formados.




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