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A mudança organizacional nas PME’s

É um dado cognitivo, mesmo ao nível do conhecimento do senso comum, que a maioria do tecido empresarial português é composto por pequenas e médias empresas, vulgo PME’s, que geralmente operam sob uma cultura e estilos de gestão tradicionais e familiares, descurando sistematicamente que a sua competitividade e o seu sucesso dependem da mudança efectiva da sua cultura organizacional.

N/D
16 Mai 2003

Essa mudança, não se fica apenas pela sua adesão à Revolução da Informação, a que alguns chamam de nova economia. Com efeito, é nesta azáfama de modernização que grande parte das empresas nacionais se esquece que o seu êxito depende da valorização do seu património mais rico: os recursos humanos.
Efectivamente, urge encarar o capital intelectual como factor de criação de vantagens competitivas. Não é hoje possível falar-se da competitividade das empresas sem se falar da mudança da sua cultura organizacional. E falar-se desta, implica falar de recursos humanos motivados, satisfeitos, integrados, treinados, enquadrados e informados, cujas práticas no contexto de trabalho possam responder afirmativamente ao fim último da própria essência da organização: a orientação para o cliente.

O contacto regular com esta realidade, evidencia-nos que há ainda um longo caminho a percorrer no que concerne à não transigência com soluções fáceis e à adopção de critérios de rigor e exigência como princípios básicos de actuação. Por isso, algumas destas organizações deviam implementar e desenvolver medidas de inovação organizacional, cujas políticas e práticas de gestão de recursos humanos visassem aliar à concretização dos seus objectivos empresariais um maior grau de coesão social interna.

Só a partilha da mesma filosofia por todos os intervenientes na dinâmica organizacional é que torna possível trilhar os caminhos que assegurem o seu êxito. Sem este trabalho de fundo, a sua eficácia continuará a ser muito baixa, a sua confiança permanecerá abalada e a sua competitividade seriamente ameaçada.

Para obviar a este handicap e optimizar as oportunidades de acesso aos mercados nacional e internacional, os responsáveis da maioria das PME’s deveriam romper com a figura do “patrão” tradicional e primar pela do novo empresário, investindo no seu desenvolvimento pessoal e profissional para alargarem os seus horizontes, confrontarem experiências e passarem a pensar e a agir como gestores mais esclarecidos e mais exigentes, sempre atentos ao que de mais actual e inovador se passa nestes domínios.




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