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Dia Mundial da Família

Comemora-se, hoje, (15 de Maio) o dia mundialmente dedicado à instituição “família”. Embora o calendário litúrgico lhe consagre o 1.º domingo após o Natal (salvo o erro), a sociedade, civil quis, também marcar o apreço que tem pela “família” dedicando-lhe, em todo o mundo, um dia especial, na data acima referida.

N/D
15 Mai 2003

Tais ocorrências comemorativas revelam (pelo menos em teoria) como é importante essa micro-sociedade, constituída pelo agregado familiar. Embora nem sempre assim acontece, normalmente, porém, a “família” é constituída por progenitores (de uma ou duas gerações) e pelos filhos. Como micro-sociedade que é, tem, geralmente, uma autoridade que serve dirigindo o grupo alguma distribuição de tarefas a par de uma certa corresponsabilidade e solidariedade recíproca.
A “família” é sempre (ou deveria sê-lo) uma escola que ensina, forma, educa e marca. Normalmente, quando uma criança entra na escola comum, é já portadora de sementes e valores, caracterizadores por si mesmos do clima que se respira entre os seus…

Embora (e hoje mais que nunca) não possa olvidar-se às influências externas (benéficas ou prejudiciais), a “família”, contudo, pode ser filtro de alguns mais mas, vacina contra uma ou outra virtual infecção, antídoto oportuno contra venenos vindos do exterior, e profilaxia indispensável contra possíveis e indesejadas epidemias, sobretudo morais…

Não concordando com os que entendem estar na “família” o único fermento capaz de levedar a massa humana, compreendo o valor se não preservativo, pelo menos formativo, existente no seio familiar. A mãe (mesmo analfabeta) deixando falar o instinto e escutando a voz do amor, poderá e deverá fazer autênticas maravilhas, só com o seu tacto materno, de carinho, doçura, paciência, desinteresse pessoal e sobretudo amor de mãe – o mais puro e genuíno de todos…

O pai, se consciente do valor deste monossílabo fecundo e estimulado pelo seu valor indispensável de artista e treinador que deve ser, o pai ensina sem livros, guia sem manobras, corrige sem humilhar, exerce a sua autoridade mais propondo do que impondo pelo exemplo, mais eloquente do que as palavras…

Os filhos, os irmãos, quando ciosos da manutenção do nome laços familiares são, devem ser anéis de unidade e união…

O Estado, consciente das suas responsabilidades e interesse, deveria querer ver na família a melhor alavanca do amanhã…




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