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Dia Internacional da Família

Celebra-se hoje o Dia Internacional da Família. A família tem por base o casamento, e este, enquanto me não persuadirem do contrário – o que não será fácil – é a união de um só homem com uma só mulher, até que um deles seja chamado para o outro lado da vida. Nasce o casamento da livre decisão que um homem e uma mulher tomam de caminharem na vida de mãos dadas, lado a lado, na execução de um projecto comum.

N/D
15 Mai 2003

O casamento não é a única forma de o indivíduo se realizar, embora seja o caminho seguido pela maioria das pessoas. No entanto, cada um é livre de casar ou de ficar solteiro. Decidindo casar, é livre de escolher o cônjuge com quem vai partilhar a vida.
Porque o casamento é um passo importante na existência da pessoa, deve ser assumido com plena consciência e sentido de responsabilidade. O casamento não é para imberbes. Não é sem motivo que se estabelece uma idade mínima para o poder contrair. O casal deve ser constituído por pessoas com certa maturidade.

É também importante que o casamento seja devidamente preparado, para o que existe o chamado tempo de namoro.

Infelizmente nem sempre assim acontece. Ou porque se confunde o namoro com umas noites passadas no ambiente poluído e barulhento das discotecas; ou porque durante o namoro os dois se preocupam com tudo menos com a preparação do casamento; ou porque se vive o namoro como um casamento antecipado, entendendo-se erradamente que namorar é passar a praticar uma vida sexual activa com aquele ou aquela com quem se namora.

Continua a ser necessário, embora remando contra poderosas correntes, insistir na prática da castidade – há a castidade dos solteiros e a castidade dos casados – e recomendar a virgindade até ao casamento. Não só em relação à rapariga mas também em relação ao rapaz.

Porque acontece de se fazer do namoro o tal casamento antecipado e os cálculos falharem, há quem avance para o casamento sem a indispensável liberdade. Casa-se porque se criou uma situação em que… tem que ser. Sei que não deveria haver comportamentos destes mas a verdade é que existem.

Porque se passou o tempo do namoro a falar um pouco de tudo, menos do que se deveria ter conversado, ainda há quem vá para o casamento sem a devida ponderação. Uns anos depois, o resultado dessa precipitação está à vista: surgem as separações, surgem os divórcios, surgem as guerras entre os elementos do casal.

Não deixo de salientar, entretanto, que uma das causas que muito contribui para que imponderadamente se avance para o casamento é a mentalidade divorcista e a facilidade com que se desfazem uniões conjugais.

Após o casamento vem o nascimento dos filhos. Quando e quantas vezes ser pai e mãe?
É esta uma decisão que pertence ao casal e a mais ninguém, devendo marido e mulher, também nesta matéria, procurar formar bem a sua consciência. O exercício de uma paternidade consciente e responsável levará o casal a procurar ter tantos filhos quantos, em consciência, entende que poderá criar e educar.

A tal paternidade consciente e responsável tem anexo o controlo da fertilidade, a que indevidamente chamam planeamento familiar. Também aqui, a decisão relativamente ao método a adoptar pertence ao casal e a mais ninguém, devendo um e outro informar-se devidamente e formar bem a sua consciência.

Em paralelo com a ideia de casamento está a de felicidade. Fruto do amor entre o rapaz e a rapariga, a decisão de casar é, igualmente, a de fazer tudo o que em consciência cada um pode no sentido de tornar feliz o outro. Cada um tem o direito de ser feliz e o dever de dar felicidade. E também os filhos resultantes da união do casal têm o direito de ser felizes, o que é mais uma responsabilidade para os pais.

Não haverá felicidade na família se esta não for uma comunidade de pessoas que se aceitam, se respeitam e se amam, como seres humanos que são, iguais e diferentes.

Fico-me por aqui. O Dia Internacional da Família deve ser motivo para uma reflexão profunda no sentido de se agir como quem tem a consciência de que a família continua a ser a célula base da sociedade.

A sociedade é o que as famílias forem. Assim o entendam os legisladores, para que não actuem a reboque de minorias atrevidas e aguerridas, em cujas opiniões, nesta matéria, modernidade não casa de forma alguma com sensatez. Mas do que se precisa é de decisões e de actuações sensatas.




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