Fotografia:
Fátima na vida e obra de São Josemaria Escrivá

Na próxima terça-feira, dia 13, comemora-se o terceiro aniversário da beatificação dos pastorinhos, a quem Nossa Senhora apareceu, presidida pelo Santo Padre João Paulo II.

N/D
10 Mai 2003

A 13 de Maio de 1917, em plena I Guerra Mundial, Portugal vivia uma profunda crise política e um exacerbado anti-clericalismo. Numa pacata aldeia da freguesia de Fátima viviam três crianças humildes que nesse dia apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria. Pelas 12 horas desse dia, depois de rezarem o terço os pastorinhos viram uma luz brilhante que julgaram ser um relâmpago. Para fugir à presumível tempestade começaram a correr, mas depois de um outro forte clarão viram, em cima de uma azinheira, uma Senhora mais brilhante do que o sol, segurando nas mãos um Terço.
A Senhora convidou os pastorinhos a rezarem muito e a voltarem nos próximos meses, pela mesma data a esse mesmo local. Tudo correu assim, excepto a 13 de Agosto uma vez que nesse dia estavam detidas pelo administrador de Vila Nova de Ourém. Nesse mês a aparição teve lugar a 19 no lugar dos Valinhos.

Em todas as aparições a Senhora recomendava às três crianças que rezassem o Terço todos os dias, prometendo dizer quem era na última aparição que devia ter lugar a 13 de Outubro. De facto assim aconteceu e a Senhora disse que era a «Senhora do Rosário», pedindo ao mesmo tempo que construíssem ali uma pequena capela em sua honra. O local é o actual e o pedestal onde agora vemos a imagem de Nossa Senhora tem parte do tronco da azinheira onde se deram as aparições. Para confirmar a veracidade das aparições prometeu um milagre que se realizou nessa data – o conhecido milagre do sol.

Entretanto os dois pastorinhos mais novos – os actuais beatos Francisco e Jacinta, morreram, ficando só Lúcia que depois de ter passado pelo Colégio de Vilar no Porto, para receber alguma instrução, ingressou no Instituto das Irmãs de Santa Doroteia, na cidade de Tuy em Espanha.

Foi em Tuy que São Josemaría Escrivá conheceu a Irmã Lúcia que lhe disse que o Opus Dei tinha que vir para Portugal. Como o santo lhe tivesse dito que não tinha passaporte, a Irmã Lúcia prontificou-se a arranjar um visto de entrada e assim se deu a primeira vinda a Fátima, daquele que amava apaixonadamente a Virgem que visitou muitas outras vezes.

São Josemaría Escrivá, é pois, o primeiro peregrino de Fátima elevado aos altares. A sua última vinda a Portugal, com passagem por Fátima, como sempre fazia teve lugar em 1972. No Santuário, com imensa piedade e rodeado de uma enorme multidão recitou o Terço. A 6 de Novembro deixa a nossa terra que teve o privilégio de ser a primeira a receber, de modo estável, o Opus Dei, prometendo voltar. O seu «regresso» de facto aconteceu a 26 de Junho de 1975, dia da sua partida para o Céu…

A devoção de São Josemaría à Virgem foi notória e se nos referimos de um modo especial a Fátima, não é só por bairrismo, mas porque nos foi dado ter em mãos um magnífico livro intitulado Josemaria Escrivá – Fundador do Opus Dei, Peregrino de Fátima, da autoria de Manuel Martínez e editado pela DIEL – Editores e Livreiro, Lda. – Lisboa, a quem podem fazer as encomendas, caso não encontrem o livro à venda nas livrarias.

Mais que um livro, podemos dizer que este volume é um álbum, tantas são as fotografias nele inseridas e que se referem não só à vida dos pastorinhos e às Aparições de Nossa Senhora, como à vida e obra de São Josemaría Escrivá.

A fechar esta obra dois autógrafos de São Josemaría Escrivá. O primeiro diz: “Ao longe – além no horizonte – o céu une-se com a terra. Mas não esqueças que onde verdadeiramente a terra e o céu se unem, é no teu coração de filho de Deus”. O segundo autógrafo faz referência, como não podia deixar de ser, a Maria: “Glória ao Pai, glória ao Filho, glória ao Espírito Santo e glória a Santa Maria”.

O livro é completado com uma exaustiva listagem de textos biográficos sobre Josemaría Escrivá de Balaguer, que pode ser de grande utilidade para historiadores e biógrafos.




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