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Adultos apetecíveis… pela coerência!

Não somos adultos apetecíveis e, por isso, as crianças em idade de adolescência afastam-se da Igreja» – disse, no início de Abril, a Dr.ª Catalina Pestana numa conferência em Sesimbra, intitulada «Quando a eucaristia educa para a cidadania».Por «adultos apetecíveis» entende-se: adultos capazes de proporem, pela coerência de vida, algo de fiável, verdadeiramente adulto/amadurecido, imitável e honestamente credível.

N/D
5 Mai 2003

Não somos adultos apetecíveis e, por isso, as crianças em idade de adolescência afastam-se da Igreja» – disse, no início de Abril, a Dr.ª Catalina Pestana numa conferência em Sesimbra, intitulada «Quando a eucaristia educa para a cidadania».
Por «adultos apetecíveis» entende-se: adultos capazes de proporem, pela coerência de vida, algo de fiável, verdadeiramente adulto/amadurecido, imitável e honestamente credível.

De facto, quando se ouve clamar contra certas atitudes de adolescentes e jovens, mais ou menos rebeldes, um tanto desfocadas de uma certa moral (sobretudo tendo em conta os valores cristãos!), num crescente matiz de egolatria, ao arrepio de ‘coisas boas’ de antanho… surge-nos a sensação de que esses adolescentes e jovens são produto, foram fabricados, resultam, afinal, daquilo que os seus pais e educadores lhes transmitiram, reflectem, em grande parte, a desorientação de quem os precedeu!

Como podem os adolescentes e jovens pugnar pela responsabilidade dos seus actos, se os adultos usam a liberdade em favor das suas mais sórdidas concupiscências?

Como podem os adolescentes e jovens dar valor ao trabalho – seja pelo estudo ou através de qualquer outra actividade que exija esforço, sacrifício com maior ou menor renúncia – se vêem os adultos a exaltar a preguiça, o sucesso barato ou mesmo o dinheiro ganho à custa do engano dos outros?

Como podem os adolescentes e jovens empenhar-se na vida eclesial se dos adultos recebem exemplos de intriga, conflito ou mesmo desincentivo ao compromisso?

Os adultos estão doentes: não são os outros, mas cada um de nós, ao seu nível, segundo a sua capacidade e naquilo que os mais novos esperam de nós. Serei mesmo testemunho que outros queiram corroborar, pelo meu seguimento – intelectual, afectivo e espiritual – de Cristo? Coerência a quanto obrigas…




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