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Outro Ponto de Vista…

A recente posição política, tomada pelos responsáveis concelhios do CDS/PP, solicitando a substituição do actual presidente da Assembleia Municipal de Braga, resultou do grave incidente verificado aquando da realização da última sessão plenária. Um dos membros do seu grupo parlamentar foi impedido, no período antes da ordem do dia e no uso de um direito regulamentar, de apresentar no lugar próprio um documento político à discussão.

N/D
2 Mai 2003

A recente posição política, tomada pelos responsáveis concelhios do CDS/PP, solicitando a substituição do actual presidente da Assembleia Municipal de Braga, resultou do grave incidente verificado aquando da realização da última sessão plenária. Um dos membros do seu grupo parlamentar foi impedido, no período antes da ordem do dia e no uso de um direito regulamentar, de apresentar no lugar próprio um documento político à discussão.
O comportamento da mesa foi politicamente grave, inqualificável mesmo!

A atitude dos membros do CDS/PP foi, em termos políticos, a adequada, dolorosa de tomar, mas necessária.

Este processo político ilustra de forma evidente a maneira democrática de tratar–se da “coisa pública”.

Em jeito de esclarecimento, em nenhum momento os membros do CDS/PP fulanizaram uma questão que é, repita-se, eminentemente política. Não se trata de analisar a bondade, generosidade, ou mesmo a simpatia do actual presidente. Trata-se de ser consequente e, com base em algumas das atitudes manifestadas na condução dos trabalhos por parte da mesa, constatar que hoje não tem sentido a sua manutenção.

A forma deselegante de alguns comentários oriundos do Partido Socialista local, tardios e inoportunos, demonstra, para lá da deselegância já referida, um profundo desrespeito pelas regras do funcionamento democrático das instituições.

O presidente, embora candidato nas listas socialistas, a partir do momento da sua eleição passa a ser o presidente da Assembleia, logo, no respeito pelas regras, o nosso presidente.

Não é ao PS que assiste a prerrogativa de conceder tempo ao Partido Popular… Não faltava mais nada… Até porque para nós o 25 de Abril fez-se em nome da liberdade, da liberdade de ter opinião, diversa, mas opinião livre e não subserviente.
Também registamos, porque temos memória, os comentários a despropósito oriundos de uma bancada… Estão enganados! Para nós, Abril é um estado de espírito, livre, autêntico e não “goulaguizado”.

O percebimento das diferenças, a tolerância para a existência de outras formas de pensar, deve ser um tributo permanente, que nos permita celebrar Abril.

Com educação, elegância, independência e competência, alguns sempre podem dizer não, outros há que…
Até nos apetece perguntar: «onde estavam e o que faziam no 25 de Abril de 74?»




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