Paquistão vai receber mais 430 milhões em ajudas
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial anunciaram ontem que vão doar mais 550 milhões de dólares (430 milhões de euros) em ajuda de emergência ao Paquistão, que enfrenta as piores cheias da sua história.
Os anúncios das duas instituições financeiras internacionais foram feitos à margem de uma visita que o ministro das Finanças paquistanês, Abdul Hafeez Shaikh, rea-lizou a Washington.
O Fundo Monetário Internacional «vai destinar uma ajuda de emergência de 450 milhões de dólares» (352 milhões de euros) ao Paquistão para que as autoridades possam fazer face às inundações que afectam mais de 20 por cento do país, disse ontem o director-geral do FMI.
Dominique Strauss Kahn adiantou que a verba deverá chegar «antes do final de Setembro», mas reconheceu que esta ajuda imediata «obviamente não será suficiente» para responder às necessidades criadas pela tragédia.
Por sua vez, o Banco Mundial, que em Agosto já tinha anunciado a disponibilização de 900 milhões de dólares (704 milhões de euros), anunciou que vai aumentar essa verba em 100 milhões de dólares (78 milhões de euros).
«O Banco Mundial aumentará a sua ajuda dos 900
milhões de dólares anun-
ciados previamente para
1.000 milhões», anunciou o presidente da instituição, Robert Zoellick.
As chuvas torrenciais da monção, em finais de Julho, provocaram devastadoras inundações em pelo menos 20 por cento do território paquistanês.
Em 2008, o FMI concedeu ao Paquistão um empréstimo para combater os efeitos da crise económica mundial. Desde então, o país já recebeu 7,27 mil milhões de dólares (5,7 mil milhões de euros), mais de 95 por cento do valor acordado.
Mas os prejuízos económicos causados pelas inundações já atingem os 43 mil milhões de dólares (33,6 mil milhões de euros).
Os países membros da ONU já doaram quase 500 milhões de dólares (391 milhões de euros), sendo que a Arábia Saudita e o Reino Unido lideram as doações.
Cerca de 4,6 milhões de paquistaneses ficaram sem casa após as inundações que deixaram um quinto do território do país debaixo de água.
[Publicado em 03.09.2010]



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